Economia Norte Energia
Força Nacional atuará por 90 dias na região da Usina de Belo Monte, no Pará
Portaria do Ministério da Justiça prevê apoio aos órgãos de segurança pública e ações para preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio.
20/10/2026 10h33
Por: Redação
casa de forca principal - Créditos Particular Filmes

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública por 90 dias na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A medida prevê apoio aos órgãos de segurança pública federais e estaduais.

O trabalho será direcionado à preservação da ordem pública e à proteção de pessoas e do patrimônio. A autorização consta da Portaria MJSP nº 1.321, de 14 de outubro de 2026, publicada nesta segunda-feira (19). A operação terá caráter temporário e planejado.

Como será a atuação da Força Nacional

A Força Nacional atuará em conjunto com os órgãos de segurança pública do Pará, sob coordenação da Polícia Federal.

O efetivo empregado na operação será definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública do ministério.

Já o órgão responsável pela solicitação deverá garantir o apoio logístico e fornecer a infraestrutura necessária à execução das atividades.

Usina de Belo Monte completa dez anos de operação

Em 2026, a inauguração oficial da Usina Hidrelétrica de Belo Monte completa dez anos. O empreendimento, idealizado em meados da década de 1970, ganhou repercussão internacional devido à proposta de desviar parte do fluxo do Rio Xingu para alimentar o reservatório da usina.

O projeto prevê a alteração do curso das águas em um trecho de aproximadamente 130 quilômetros, com impactos socioambientais que motivaram críticas de organizações indígenas e ambientalistas ao longo dos anos.

Para marcar a data, a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e outras entidades divulgaram uma carta aberta em defesa das comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadoras artesanais que vivem no médio curso do Rio Xingu.

O documento chama a atenção para o agravamento das violações de direitos desses povos ao longo dos anos e para os desafios associados às mudanças climáticas.

Administrada pela concessionária Norte Energia, responsável pela operação do empreendimento desde 2010, a usina está localizada no Rio Xingu e, segundo as informações apresentadas pela empresa, contribui para o atendimento da demanda nacional por energia elétrica.

A Norte Energia informa que mais de R$ 8 bilhões foram investidos no cumprimento dos compromissos socioambientais assumidos durante o processo de licenciamento da usina.