Meio Ambiente FLORESTA EM CHAMAS
Queimadas avançam sobre reservas federais no Pará, e ICMBio intensifica combate ao fogo
Incêndios ameaçam unidades de conservação e comunidades tradicionais; cinco casas foram destruídas às margens do rio Iriri, deixando mais de 20 pessoas desabrigadas
22/10/2026 09h29
Por: Redação
Brigadistas atuam no combate aos incêndios que ameaçam unidades de conservação e comunidades tradicionais no Pará.

As queimadas avançam sobre áreas da Floresta Amazônica no Pará, ameaçando unidades de conservação federais e comunidades tradicionais. Diante do cenário, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) intensificou as operações de combate aos incêndios, com mobilização de brigadistas, reconhecimento aéreo e monitoramento das áreas atingidas. O órgão também emitiu um alerta para o elevado risco de propagação do fogo nos próximos dias.

Pará concentra focos de incêndio e mobiliza equipes de combate

O Pará registra um elevado número de focos de incêndio, em meio ao avanço das queimadas sobre diferentes regiões da Amazônia. As equipes do ICMBio atuam em áreas onde o fogo ameaça unidades de conservação federais, especialmente na região entre Altamira e Itaituba.

Entre as áreas que exigem atenção estão o Parque Nacional da Amazônia, a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e a Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio.

As operações envolvem brigadistas e ações de reconhecimento aéreo para identificar os pontos mais críticos, avaliar a extensão dos danos e orientar as estratégias de combate às chamas.

Incêndios destroem casas e deixam famílias desabrigadas

Apesar de o ICMBio classificar a situação das reservas federais como relativamente segura no momento da avaliação, o reconhecimento aéreo identificou locais com devastação significativa provocada pelo fogo.

Em uma comunidade ribeirinha às margens do rio Iriri, no município de Altamira, cinco casas foram destruídas pelas chamas. O incêndio deixou mais de 20 pessoas desabrigadas, evidenciando os impactos das queimadas sobre as populações que vivem na região amazônica.

Além da destruição de moradias, a fumaça compromete a qualidade do ar e agrava os riscos à saúde. Segundo as informações divulgadas, idosos da comunidade enfrentam problemas respiratórios em meio à poluição provocada pelos incêndios.

ICMBio mobiliza 127 brigadistas contra as queimadas

Para conter o avanço do fogo, o ICMBio mobilizou 127 brigadistas que atuam diretamente no combate aos focos de incêndio.

O trabalho inclui o enfrentamento das chamas e o monitoramento das áreas ameaçadas, com atenção especial às unidades de conservação e às comunidades próximas aos incêndios.

O alerta para o risco elevado de propagação nos próximos dias aumenta a preocupação com a possibilidade de novos danos ambientais e sociais. A continuidade das operações será fundamental para reduzir os impactos sobre a floresta e proteger as populações atingidas.

Fumaça e destruição ampliam a preocupação na Amazônia

O avanço das queimadas no Pará coloca em evidência os desafios para proteger a floresta amazônica, preservar a biodiversidade e garantir a segurança das comunidades tradicionais.

Enquanto as equipes trabalham para conter os incêndios, a destruição de moradias e os problemas respiratórios relatados na região demonstram que os efeitos do fogo ultrapassam os limites das áreas de vegetação.

A evolução do cenário dependerá, entre outros fatores, da capacidade de controle dos focos ativos e das condições que favorecem ou dificultam a propagação das chamas.