Publicado no Diário Oficial do Município na terça-feira, 20 de outubro, o decreto classifica a ocorrência como um desastre de nível 2, considerado de média intensidade, conforme a classificação indicada no documento.
Segundo o prefeito Loredan Mello, a medida prevê a atuação integrada da Defesa Civil Municipal, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos estaduais e federais.
A mobilização tem como objetivo intensificar as ações de combate às chamas, ampliar a fiscalização ambiental e reforçar o atendimento às áreas atingidas pelos incêndios.
O decreto também prevê a possibilidade de distribuição de água potável, alimentos, medicamentos e outros materiais essenciais para famílias afetadas pela situação de emergência.
Enquanto o município adota medidas emergenciais, a situação na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio continua preocupante. De acordo com as informações fornecidas, os incêndios permanecem ativos e avançam em direção a áreas indígenas da região.
O avanço das chamas aumenta a preocupação com os impactos sobre a floresta, a biodiversidade e as comunidades tradicionais que dependem diretamente dos recursos naturais para sua sobrevivência.
A proximidade do fogo com territórios indígenas também reforça a necessidade de monitoramento e de ações preventivas para proteger os moradores e reduzir os riscos de novos danos.
Com o reconhecimento da situação de emergência, a prefeitura busca fortalecer a resposta do poder público diante dos incêndios florestais.
Além do combate direto ao fogo, as medidas previstas incluem apoio às famílias atingidas e articulação entre diferentes órgãos para atender às necessidades mais urgentes nas áreas afetadas.
O avanço das queimadas mantém o alerta sobre os riscos ambientais e sociais em Altamira. A evolução do cenário dependerá da capacidade de conter os focos ativos, proteger as comunidades ameaçadas e reduzir os danos provocados pelos incêndios.