Cidades Belém
Agentes recebem capacitação para ampliar combate à dengue em Belém
Treinamento prepara equipes para implementação das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) em pontos estratégicos da capital, a partir de 16 d...
05/11/2026 16h34
Por: Redação Fonte: Agência Belém

Na manhã desta quinta-feira (5), agentes de combate às endemias de Belém participaram de umacapacitação para a implementação de uma nova etapa das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs)na capital paraense, com a instalação demais de 500 armadilhas. O treinamento foi realizado pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na sede da Corregedoria-Geral do Estado do Pará (CGE-PA), localizada na avenida Almirante Barroso.

A nova etapa de instalação das armadilhas começa no próximo dia 16e, inicialmente, será direcionada a pontos estratégicos com maior potencial de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Entre os locais contemplados estãocemitérios, sucatas e imóveis com grande concentração de depósitosque podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.

A capacitação tem como objetivo apresentar aos agentes a metodologia de instalação, os critérios para escolha dos locais e os procedimentos de manutenção das estações. A chefe da Divisão de Controle de Endemias da Sesma, Shirley dos Santos, explica que a tecnologia chega para fortalecer um trabalho de vigilância que já é realizado pelas equipes de campo.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Felipe Matos

Tecnologia e resultados

As EDLs são armadilhas desenvolvidas para ampliar o alcance das ações de controle do Aedes aegypti.O equipamento possui uma tela impregnada com larvicida que, ao entrar em contato com a fêmea do mosquito, permite que ela transporte o produto para outros criadouros, impedindo o desenvolvimento das larvas.

Em Belém, a metodologia começou a ser aplicada em 27 de agosto do ano passado, inicialmente em bairros como Guamá, Marco, São Brás, Curió-Utinga, Pedreira e Sacramenta, além de áreas estratégicas que receberam estruturas de apoio durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), há um ano.Na primeira etapa foram instaladas 5.223 estações.

De acordo com Shirley dos Santos,o trabalho apresentou resultados positivos, com redução de aproximadamente 70% no índice de infestaçãonas áreas contempladas. A chefe da divisão ressalta que a nova etapa busca ampliar a atuação da tecnologia, começando pelos pontos estratégicos e avançando posteriormente para áreas dos bairros Jurunas e Condor.

A agente de combate às endemias Eliete Santana, que participou da capacitação, destaca que a tecnologia representa um reforço importante para o trabalho das equipes, principalmente em locais onde a identificação e o controle dos focos são mais difíceis.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Felipe Matos

Participação da população

A participação dos moradores também é fundamental para o sucesso da estratégia. Durante as visitas, os agentes apresentam a metodologia, solicitam autorização para instalar as estações nos imóveis e orientam sobre os cuidados necessários para manter os equipamentos nos locais indicados.

As armadilhas precisam permanecer em áreas cobertas, protegidas da chuva e do calor excessivo, seguindo critérios técnicos de instalação. A manutenção é realizada pelos agentes a cada 30 dias, com troca da tela e verificação do nível de água.O período de permanência das estações em cada imóvel é de seis meses.

A Sesma reforça que a colaboração dos moradores, permitindo o acesso das equipes e contribuindo para a conservação das estações, é essencial para fortalecer as ações de prevenção e combate ao mosquito na capital.

Crédito: Felipe Matos