Cidades Belém
Prefeitura implanta jardins de chuva contra alagamentos em Belém
Iniciativa consiste em instalar pequenos espaços verdes e usá-los como aliados estratégicos no controle da água, absorvendo a chuva de forma inteli...
19/02/2026 12h49
Por: Redação Fonte: Agência Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), deu início àimplantação de jardins de chuva urbanos, como parte das soluções baseadas na natureza(SbN). Os jardins de chuva seguem o conceito de “cidade-esponja”, realizando intervenções em pontos estratégicos da cidade para conter alagamentos, absorvendo, retendo e infiltrando a água da chuva. Os benefícios são ambientais, sociais e estéticos.

Como funcionam os jardins de chuva

Os jardins de chuva são áreas verdes construídas em locais antes impermeabilizados, como calçadas e ruas. Eles recebem a água da chuva e permitem que ela seja absorvida gradualmente pelo solo, reduzindo o escoamento superficial — principal causa de alagamentos — e filtrando sedimentos e poluentes antes que a água chegue aos canais urbanos.

Crédito: Paula Lourinho

Outras medidas do projeto

Crédito: Paula Lourinho

Onde o projeto está sendo implementado

Segundo Bárbara Paiva, doutoranda em resiliência climática e assessora técnica da Semma, “essas soluções transformam a cidade em uma espécie de ‘esponja’. A água deixa de ser apenas um problema e passa a ser gerida de forma que protege o solo, reduz enchentes e ainda melhora a qualidade de vida e o conforto térmico da população”.

Benefícios diretos para a população

Entre os resultados esperados estão:

Foto: Reprodução/Agência Belém

Projeto urbano integrado e sustentável

O projeto é multi-institucional e envolve:

As intervenções utilizam substratos drenantes, pontos de entrada e saída de água protegidos por pedras e cobertura com serrapilheira para proteger o solo. Sempre que necessário, os jardins são integrados à drenagem urbana existente, mas não substituem obras de saneamento.

O projeto segue normas técnicas reconhecidas, como o Guia Prático de Jardins de Chuva para Cidades e o Catálogo de Soluções Baseadas na Natureza, além de prever a criação de uma portaria municipal para consolidar essas práticas como política pública de drenagem sustentável.

Crédito: Paula Lourinho

O conceito de “cidades-esponja”

Inspirado no modelo criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, o conceito de “cidade-esponja”combina parques alagáveis, telhados verdes, calçamentos permeáveis e praças-piscina. Essas soluções permitem que áreas urbanas funcionem como reservatórios temporários de água durante chuvas intensas, sem perder sua função de lazer em períodos secos.

Além de reduzir alagamentos, os jardins de chuva e demais SbN devem causar os seguintes impactos: