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Hospital Regional Público da Transamazônica investe em inovação tecnológica para o fortalecimento da barreira de segurança contra infeccões
Utilização de luminômetro em Altamira transforma a avaliação da limpeza em um processo mensurável e auditável, elevando os padrões de segurança do ...
02/06/2026 09h31
Por: Redação Fonte: Secom Pará

Os olhos humanos não conseguem ver, mas existe um mundo dividindo o mesmo espaço com a gente. São fungos, bactérias e vírus que, de tão pequenos, ocupam cada centímetro de chão e flutuam no ar sem serem percebidos. Num contexto hospitalar, isso pode significar alto risco à saúde e tornar um tratamento simples em quadro grave, com tempo de internação maior. O desafio é manter um ambiente limpo e seguro para o paciente, e a solução está na tecnologia.

Um exemplo de como inovação e saúde formam uma aliança perfeita vem do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, Sudoeste do Pará, onde profissionais do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), literalmente, usam luz para identificar microrganismos. O “Luminômetro” consiste em analisar superfícies, pisos e paredes, além de aparelhos, como os de monitoramento de sinais vitais. Na prática, funciona assim: o material é coletado com o auxílio de swab, haste flexível de algodão, inserida em um tubo de plástico. Dentro do tubo, a amostra entra em contato com uma substância. A última etapa é a leitura da amostra, agora acoplada no “Luminômetro”, que parece uma máquina de cartão de crédito. Em poucos segundos, o resultado está na mão.

Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, a enfermeira Rayanne Darla explica que a tecnologia utilizada pelo Hospital Regional Público da Transamazônica desempenha papel idêntico ao de radares de trânsito, mas, neste caso, ao identificar o infrator, que pode ser uma bactéria agressiva, o departamento que entra em ação é o de Higiene e Limpeza. “Existe uma molécula chamada ATP que está presente em todos os organismos vivos, incluindo bactérias, fungos, resíduos orgânicos e até mesmo células humanas. A presença dessa molécula em superfícies após o processo de limpeza pode indicar resíduos biológicos ou matéria orgânica residual, o que evidencia a necessidade de uma intervenção imediata”, explica.

Graças à vigilância constante, o hospital proporciona segurança nos procedimentos que desenvolve, desde os mais comuns, como um curativo, até os mais complexos, demorados e delicados, como uma cirurgia. “Se a gente não eliminasse completamente o perigo, o paciente que viesse a ter contato poderia ser exposto a quadros agravados, com infecções e surtos de germes multirresistentes. Por isso, a tecnologia utilizada pelo HRPT é tão importante”, reforça a enfermeira.

O “Luminômetro” fornece resultados quantitativos altamente precisos, permitindo identificar se o processo de higienização atingiu os parâmetros esperados de limpeza. Havendo qualquer suspeita de falha, o serviço é imediatamente ajustado. Isso garante o cumprimento de protocolos, análise de desempenho e implementação de ações corretivas, com metodologias que transformam a avaliação da limpeza hospitalar em um processo mensurável, auditável e baseado em evidências científicas.

Médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Marcela Lins destaca o pioneirismo do HRPT ao aplicar a tecnologia na Transamazônica. “Representa um importante avanço para o controle de infecção hospitalar, por permitir uma avaliação rápida e objetiva da qualidade da limpeza e desinfecção dentro do ambiente, conseguindo mensurar o grau de sujidade residual em superfícies e equipamentos”, observa. Para a médica, não se trata apenas de uma ferramenta de monitoramento, mas sim o “fortalecimento da atuação do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, trazendo dados concretos que permitem identificar falhas, direcionar melhorias e acompanhar de forma mais precisa a qualidade dos processos, sempre com foco na promoção da segurança do paciente”.

Texto: Assessoria de Comunicação do HRPT