Polícia Operação Tributo
Operação Tributo: Polícia Civil prende oito suspeitos de integrar grupo investigado por extorsão e tortura em Castanhal
Ação realizada nesta quarta-feira (18) cumpriu mandados de prisão preventiva contra investigados por crimes atribuídos a uma organização criminosa que atua no Conjunto Girassol
18/06/2026 09h39
Por: Redação

A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (18), a Operação Tributo, que resultou na prisão de oito pessoas investigadas por envolvimento em crimes de roubo majorado, extorsão, tortura, cárcere privado e coação, em Castanhal, no nordeste paraense.

A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Civil de Jaderlândia, com apoio da Superintendência Regional do Guamá, da 12ª Seccional Urbana de Castanhal e da Delegacia de Homicídios.

Segundo a Polícia Civil, os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara de Organizações Criminosas no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa no Conjunto Girassol.

Por questões legais e em respeito à presunção de inocência, os nomes dos presos e da vítima não serão divulgados.

Investigação aponta sequestro, tortura e extorsão

De acordo com as investigações, a vítima teria sido atraída até o Conjunto Girassol por integrantes do grupo criminoso, onde permaneceu em cárcere privado por várias horas.

Ainda conforme a apuração policial, a vítima foi submetida a agressões físicas e psicológicas e obrigada a participar de chamadas de vídeo com supostas lideranças da facção criminosa Comando Vermelho, que estariam fora do estado do Pará.

A Polícia Civil informou que os suspeitos exigiram o pagamento de uma suposta "taxa do crime". Diante da recusa da vítima, o grupo teria cometido uma série de crimes patrimoniais.

Entre os bens levados pelos investigados estão veículos, joias, dinheiro, aparelhos eletrônicos e outros objetos de valor. A vítima também teria sido forçada a realizar transferências bancárias via PIX.

Lideranças estariam fora do Pará

As investigações apontam que integrantes da facção criminosa atuariam de forma coordenada, com divisão de tarefas entre os envolvidos e participação de lideranças que estariam residindo no estado do Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, essas lideranças manteriam o controle das atividades criminosas na região por meio de comparsas locais.

As diligências incluíram reconhecimento fotográfico, depoimentos de testemunhas, oitivas e ações de inteligência policial, que embasaram os pedidos de prisão.

Três investigados seguem foragidos

Além das oito prisões efetuadas, a Polícia Civil informou que três investigados permanecem foragidos.

As forças de segurança continuam as buscas para localizar os suspeitos.

A corporação destaca que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento da Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia, contribuindo para o avanço das investigações.

O caso segue sob investigação por meio do inquérito policial nº 00171/2024.100192-1.