
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) realizou a aquisição de novos equipamentos de alta tecnologia para a Polícia Científica do Pará (PCIPA), destinados à Coordenação de Laboratório da instituição, fortalecendo as áreas de Química Forense e Toxicologia Forense. O investimento do governo do Pará é de R$ 6.212.400,00, por meio de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), e representa um importante avanço na modernização da estrutura técnico-científica da perícia oficial paraense.
Foram adquiridos dois Sistemas de Cromatografia Gasosa acoplada à Espectrometria de Massas (GC-MS/MS), um Sistema de Cromatografia Gasosa com Detector por Ionização em Chama (GC-FID), um Sistema de Cromatografia Líquida acoplada à Espectrometria de Massas (LC-MS/MS) e um Microscópio Eletrônico de Varredura com Espectroscopia por Dispersão de Energia (MEV-EDS). Os equipamentos oferecem elevada sensibilidade, seletividade e precisão, permitindo ampliar a capacidade de identificação, confirmação e quantificação de substâncias de interesse forense.
“Este investimento demonstra o compromisso do governo do Pará com o fortalecimento da perícia oficial e com a modernização da segurança pública. Estamos investindo em tecnologia para oferecer melhores condições de trabalho aos nossos peritos e, principalmente, respostas técnico-científicas cada vez mais qualificadas à sociedade. São mais de R$ 6,2 milhões destinados a equipamentos que vão ampliar nossa capacidade pericial, contribuindo diretamente para investigações e para a atuação do sistema de Justiça”, destacou o diretor-geral da Polícia Científica do Pará, Celso Mascarenhas.
Na Toxicologia Forense, as novas tecnologias possibilitarão o aprimoramento das perícias voltadas à identificação e quantificação de drogas de abuso, fármacos, substâncias tóxicas e seus metabólitos em vestígios biológicos de pessoas vivas e post mortem.O sistema GC-FID também reforçará a capacidade laboratorial em perícias relacionadas à determinação de álcool.
Já na Química Forense, os equipamentos serão empregados em perícias de identificação de entorpecentes, dentre as novas substâncias psicoativas, substâncias sujeitas a controle especial, insumos químicos relacionados à produção de drogas, identificação de álcool em bebidas, medicamentos, substâncias inflamáveis ou voláteis, entre outras demandas de interesse forense.
Outro importante avanço será proporcionado pelo Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV-EDS). A tecnologia permitirá à PCIPA implantar a perícia para constatação de resíduos de disparo de arma de fogo, utilizando simultaneamente características morfológicas e a composição química das partículas para diferenciar resíduos provenientes de disparos daqueles relacionados a fontes ambientais ou ocupacionais, aumentando a confiabilidade dos resultados periciais.
“Investir na modernização dos laboratórios forenses é ampliar a capacidade do Estado de esclarecer crimes com base em evidências técnicas e científicas. Com esses novos equipamentos, a perícia passa a contar com recursos mais avançados para analisar substâncias, identificar vestígios e produzir informações que fortalecem o trabalho investigativo. É um investimento que integra tecnologia e inteligência à política de Segurança Pública, contribuindo para investigações mais qualificadas e para a responsabilização de quem comete crimes”, afirmou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo.
O avanço terá impacto direto na produção dos laudos periciais que subsidiam investigações e processos conduzidos por órgãos do sistema de Segurança Pública e Justiça, como Polícia Civil, Polícia Militar, Ministério Público e Poder Judiciário, inclusive em ocorrências relacionadas a homicídios, feminicídios, tráfico de drogas e delitos de trânsito.
Texto: Amanda Monteiro sob supervisão de Monique Leão/ Ascom PCIPA
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