
O Hospital Ophir Loyola (HOL) promoveu, nesta semana, uma programação especial em alusão ao Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. A iniciativa reuniu profissionais de saúde, servidores e pacientes em um momento de informação, acolhimento e valorização das mulheres que enfrentam a doença, com palestras, apresentações culturais e uma homenagem especial a uma paciente em tratamento oncológico.
A programação contou com o apoio da diretoria do hospital e da presença do diretor-geral, Heraldo Pedreira; do diretor de Ensino e Pesquisa, Erick Pedreira; e do superintendente do Instituto Central, Carlos Henrique Moreira da Silva Junior. A agenda incluiu palestras com especialistas sobre prevenção do câncer de mama e possibilidades de reconstrução mamária após cirurgias oncológicas. O evento também contou com a participação do coral Voz e Vida e do cantor Marcelo Wal.
A mastologista, Érica Sampaio Ladeira, destacou que a campanha é fundamental para estimular o autocuidado e ampliar o conhecimento sobre a doença. Segundo a especialista, a identificação precoce de alterações nas mamas aumenta as possibilidades de tratamento bem-sucedido.
“O câncer de mama é o segundo câncer que acomete o mundo inteiro e o primeiro entre as mulheres. Por isso, a importância desse mês de outubro. Quanto mais você se conhecer, observar possíveis alterações e realizar os métodos de rastreamento indicados, maiores são as chances de detectar precocemente uma lesão”, explicou.
De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o triênio de 2026 e 2028, são esperados 1.320 novos casos de câncer de mama por ano no Pará. Em todo o Brasil, a projeção é de 78.610 novos diagnósticos anuais no mesmo período.
A mamografia é uma das principais ferramentas para a detecção precoce da doença. Para mulheres de 50 a 74 anos, sem sinais ou sintomas suspeitos e com risco habitual para o câncer de mama, o Ministério da Saúde e o INCA recomendam o rastreamento mamográfico a cada dois anos. Mulheres com sintomas ou fatores de alto risco devem procurar avaliação profissional para receber orientações individualizadas.
A médica, Érica Ladeira, também ressaltou a importância de conhecer o próprio corpo e estar atenta a possíveis alterações nas mamas. O autoexame pode ajudar a mulher a reconhecer mudanças, mas não substitui a mamografia de rastreamento nem a avaliação médica. Diante de qualquer alteração suspeita, é importante procurar um serviço de saúde.
Outro aspecto abordado pela mastologista foi a adoção de hábitos saudáveis, incluindo uma alimentação equilibrada, com maior consumo de verduras, legumes e alimentos in natura e redução de ultraprocessados. Esses cuidados contribuem para a saúde geral e podem ajudar a reduzir fatores de risco associados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer.
Reconstrução mamária e recuperação da autoestima
Outro tema abordado na programação foi a reconstrução mamária em pacientes submetidos a cirurgias para o tratamento do câncer de mama. O cirurgião plástico, Luiz Fernando Barros, que atua na Divisão de Cirurgia Plástica Reparadora do HOL há aproximadamente oito anos, explicou que o procedimento pode ser realizado em diferentes momentos, conforme as necessidades de cada paciente.
“Existem técnicas em que você pode fazer a reconstrução imediata, no momento em que retira o tumor, e outras em que a reconstrução é realizada posteriormente. Isso vai depender do tipo de tumor, da necessidade de radioterapia, das condições clínicas da paciente e também da vontade dela”, esclareceu o doutor.
Além dos aspectos físicos, a reconstrução mamária pode contribuir para a autoestima e o bem-estar emocional das mulheres. De acordo com Luiz Barros, a possibilidade de reconstruir a mama pode ajudar a paciente a se sentir mais confiante para enfrentar as diferentes etapas do tratamento oncológico.
“Além de resgatar a autoestima da paciente, você consegue otimizar o tratamento dela. Ela se sente muito mais confiante para continuar e dar prosseguimento a esse tratamento, que a gente sabe que nem sempre envolve apenas cirurgia, mas também outras etapas, como quimioterapia e radioterapia”, disse o médico.
A indicação e o momento da reconstrução devem ser definidos individualmente, considerando as condições clínicas, o planejamento terapêutico e as necessidades de cada paciente.
Uma história de coragem e esperança
Maria Lucenita, de 57 anos, paciente do Hospital Ophir Loyola desde 2019, em tratamento contra o câncer de mama, compartilhou sua experiência, da descoberta da doença ao acompanhamento pela equipe do hospital.
Maria Lucenita percebeu uma alteração na mama durante o banho e procurou atendimento. Ao recordar aquele momento, destacou o impacto emocional do diagnóstico e a importância de buscar tratamento sem permitir que o medo impeça o cuidado com a saúde.
“Quando você descobre que tem essa doença, sai do seu chão. É difícil porque você acha que vai morrer. Mas, quando descobre no início, as chances de cura são maiores. Você não pode ter medo, porque o medo acaba vencendo você”, relatou.
Ela afirmou a importância do atendimento recebido no hospital e do acompanhamento contínuo. Mesmo após anos de tratamento, ela segue sendo monitorada pelos profissionais de saúde e continua utilizando a medicação prescrita.
“O Ophir Loyola é tudo de bom, do início ao fim. Os profissionais são tudo de bom”, afirmou. Surpresa com a homenagem, Maria Lucenita se emocionou e aproveitou a ocasião para reforçar a mensagem da campanha.
“Hoje eu recebi uma homenagem linda e fiquei emocionada. Foi uma surpresa do Hospital Ophir Loyola. O Outubro Rosa é importante. Mulheres, façam o autoexame, porque é importante”, declarou.
A trajetória da paciente reforça a importância da atenção à saúde, do diagnóstico oportuno e da continuidade do tratamento, além do acolhimento oferecido às mulheres durante a jornada oncológica.
Conscientização e cuidado
A programação foi encerrada com apresentações culturais do coral Voz e Vida e do cantor Marcelo Wal, proporcionando um momento de integração e descontração aos participantes.
Com a iniciativa, o Hospital Ophir Loyola reforça a importância da conscientização sobre o câncer de mama, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento especializado. A ação também evidencia o compromisso institucional com o acolhimento e o cuidado integral às pacientes, valorizando não apenas o tratamento clínico, mas também a autoestima e a qualidade de vida durante a jornada oncológica.
Texto: Brenna Pardal / Ascom Ophir Loyola
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