
Agentes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins e da Delegacia da Polícia Civil do Pará em Abaetetuba efetuaram a prisão em flagrante de um homem que era procurado por atropelar duas adolescentes no município e fugir do local sem prestar socorro às vítimas. O procurado é acusado por lesão corporal culposa no trânsito, qualificada pela embriaguez, seguida de omissão de socorro e fraude processual.
Entenda o caso
As diligências iniciaram na manhã do dia 1º de novembro, quando um homem teria atropelado duas jovens que trafegavam em via preferencial a bordo de uma motocicleta. Segundo o delegado Mhoab Khayan, superintendente da região, o fato ficou comprovado após análise de câmeras de monitoramento próximas ao local.
“Após a colisão, o condutor engatou marcha à ré, passando por cima do corpo de uma das vítimas, ignorando os gestos e gritos de alerta de populares. Na sequência, ele fugiu do local omitindo socorro às adolescentes. Depoimentos testemunhais robustos indicaram que o autor havia consumido bebida alcoólica antes de assumir a direção”, contou o delegado.
A brutalidade do crime gerou forte comoção e revolta social, culminando no fechamento da rodovia estadual PA-409 por manifestantes. Em resposta imediata e por meio de rastreamento contínuo, a Polícia Civil localizou, na noite de 2 de novembro, o veículo utilizado no crime.
“O suspeito escondeu o carro na residência de seu cunhado que, ao prestar depoimento, informou não saber onde o veículo estava. Como o cunhado do autor do atropelamento mentiu formalmente em depoimento oficial, vai responder por favorecimento pessoal”, continuou.
Em decorrência do estado ininterrupto de investigação policial, o homem recebeu voz de prisão em flagrante delito ao se apresentar na delegacia. “Nossas diligências foram constantes tanto em Abaetetuba quanto nos municípios vizinhos, inviabilizando a fuga do autor e forçando a sua apresentação na delegacia. Ele recebeu voz de prisão em flagrante, foi submetido a exame de corpo de delito e encontra-se à disposição do Poder Judiciário”, finalizou o superintendente Mhoab Khayan.
Texto: Jeniffer Terra / Ascom PCPA
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