
Além da programação cultural e das apresentações de quadrilhas, o 29º Festejo Junino de Marabá também abriu espaço para a promoção dos direitos das mulheres. Durante o evento, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher (Comdim), em parceria com a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres da Seaspac, montou um estande da Rede de Proteção à Mulher para orientar a população sobre os serviços disponíveis, canais de denúncia e ações de enfrentamento à violência.
Ao longo da programação, diferentes instituições que integram a rede participaram das atividades, entre elas a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), a Patrulha Maria da Penha, Parapaz e movimentos sociais, reforçando a atuação conjunta dos órgãos na proteção às mulheres marabaenses. O espaço também contou com palestras, apresentações culturais, como dança de carimbó, e momentos de diálogo com o público.
A coordenadora da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Francisca Daniele Rocha, destacou que a iniciativa demonstra a união entre as instituições que atuam no enfrentamento à violência.
“Estamos aqui para contemplar as mulheres junto com o Comdim. Montamos o estande da Rede de Proteção à Mulher e convidamos todos os órgãos parceiros para apresentarem o seu trabalho. Cada dia recebemos uma instituição diferente, como a Deam, o Parapaz e os movimentos sociais. Nosso objetivo é mostrar que trabalhamos de mãos dadas e nunca de forma isolada. É papel da Coordenadoria unir forças para que a violência contra a mulher seja erradicada em Marabá”, enfatizou.


Segundo a coordenadora, a programação também buscou aproximar a população dos serviços oferecidos pela rede de proteção.
“Falamos sobre os canais de denúncia, explicamos o que é o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), o papel do Conselho e dos demais equipamentos que acolhem mulheres em situação de violência”, acrescentou.
O juiz Alexandre Arakaki, titular da Vara de Violência Doméstica, ressaltou que eventos populares também são oportunidades importantes para conscientizar a população sobre o respeito às mulheres.
“O festejo é um momento muito importante para a cidade, em que as famílias se reúnem para confraternizar. Também é uma oportunidade para divulgar pautas importantes. A rede de proteção existe, é efetiva e reúne diversas instituições públicas e privadas que trabalham diariamente em prol da proteção das mulheres. Além dos estandes, contamos com policiais militares e guardas municipais preparados para atender vítimas de violência e assédio. Aproveitamos esse ambiente de festa para reforçar campanhas como o ‘Não é Não’ e lembrar que a mulher precisa ser respeitada e ouvida”, destacou.


A participação da Rede de Proteção à Mulher e das instituições parceiras buscam ampliar o acesso à informação, incentivar as denúncias e fortalecer as políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, inclusive em grandes eventos que reúnem milhares de pessoas.











Texto: Osvaldo Henriques
Fotos: Sara Lopes e Paulo Sérgio
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