
Por trás de cada atendimento, orientação ou serviço oferecido à população, existem histórias de pessoas quededicam boa parte da vida ao cuidado com a cidade. Em Belém, essas trajetórias são construídas diariamente porservidores públicos que, em diferentes áreas, compartilham o mesmo compromisso: trabalhar pelo bem-estar da população.
Neste 28 de outubro, Dia do Servidor Público, duas dessas histórias ganham destaque. A de Carlos Alberto da Silva Sousa, conhecido carinhosamente como seu Carlos, que há 43 anos trabalha na Prefeitura de Belém, sendo 34 deles no Bosque Rodrigues Alves, e a da assistente social Carmem Célia Pinheiro André, que está prestes a completar 30 anos de atuação na Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) e atualmente contribui para a qualificação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).


No Bosque Rodrigues Alves, um dos espaços mais tradicionais e queridos de Belém, seu Carlos se tornou um rosto conhecido de quem frequenta o local. Entre ingressos, cumprimentos e conversas com os visitantes, construiu uma trajetória marcada por encontros, amizades e boas lembranças.
A história no serviço público começou em 1º de julho de 1983. Depois de trabalhar em Tucuruí, no sudeste paraense, ele retornou a Belém e enfrentou um período de desemprego. Foi durante essa fase, enquanto realizava trabalhos autônomos, que soube de uma oportunidade na Prefeitura.
Sem pensar duas vezes, apresentou seus documentos e aceitou começar em uma função de serviços gerais. O trabalho era pesado, mas a vontade de seguir em frente falou mais alto. Anos depois, veio a oportunidade de atuar no Bosque Rodrigues Alves, lugar que se tornaria parte importante de sua vida.
Desde que chegou ao espaço, o servidor passou por diferentes postos de atendimento. Trabalhou durante cerca de 20 anos nas portarias, incluindo a entrada pela avenida Lomas Valentinas, até chegar à bilheteria, onde segue recebendo moradores e turistas.
Com o passar do tempo, o Bosque deixou de ser apenas o local de trabalho. Tornou-se um ambiente de convivência, tranquilidade e amizades que seu Carlos faz questão de preservar.
Em mais de três décadas no Bosque Rodrigues Alves, seu Carlos acompanhou a passagem de diferentes gerações de visitantes. Crianças que antes chegavam acompanhadas dos pais cresceram, formaram suas próprias famílias e, anos depois, voltaram ao espaço. Para a surpresa de muitos, encontraram o mesmo servidor que os recebeu na infância.
Esses reencontros são algumas das lembranças mais especiais de uma rotina marcada pelo contato com o público. Entre orientações, conversas e sorrisos, seu Carlos construiu vínculos que ultrapassam o atendimento na bilheteria.

O carinho pelo Bosque também é compartilhado em família. Além do trabalho na Prefeitura, seu Carlos é artesão e produz peças que são comercializadas pela esposa em uma barraca no próprio espaço. A atividade representa uma fonte complementar de renda e mais uma forma de manter a família próxima do lugar que faz parte de sua história.
Assim como seu Carlos encontrou no Bosque Rodrigues Alves um lugar para construir sua história, a assistente social Carmem Célia André fez da saúde pública o caminho para dedicar sua vida profissional ao cuidado com a população.
Servidora concursada da Sesma, ela completa 30 anos de carreira em janeiro de 2027. Neste período, passou por diferentes funções, desde a gerência de unidade de saúde até atividades de planejamento e gestão, sempre com o propósito de contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos aos moradores de Belém.
Entre as experiências, estão a atuação na Unidade de Saúde da Pratinha, a coordenação de planejamento da Sesma e a participação em iniciativas voltadas à organização e ao fortalecimento da rede municipal de saúde.
Depois de tantos anos de experiência, Carmem decidiu iniciar uma nova etapa da carreira. Por escolha própria, passou a atuar como técnica no Samu 192, integrando o Núcleo de Educação Permanente.
Atualmente, o trabalho dela é voltado à qualificação dos profissionais que atuam nos atendimentos de urgência e emergência. Entre as atividades estão a organização de cursos, capacitações e atualizações que ajudam a preparar as equipes para prestar uma assistência cada vez mais segura e eficiente à população.
É um trabalho que ocorre nos bastidores do atendimento, mas que faz diferença na vida de quem precisa do serviço. Para Carmem, compartilhar conhecimentos e contribuir para a preparação dos profissionais também é uma forma de cuidar das pessoas.

A rotina exige diálogo constante com as equipes, atenção às necessidades de atualização e compromisso com a qualidade do serviço. Uma responsabilidade que Carmem desempenha com a experiência acumulada ao longo de quase três décadas de dedicação à saúde pública.
Para quem vê a cidade limpa e cuidada, muitas vezes passa despercebido o trabalho invisível e apaixonado de quem está nos bastidores. É o caso de Haroldo Seixas Junior, de 40 anos. Professor e pedagogo de formação, o servidor encontrou na Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Sezel) uma forma de expandir a missão de educar.
Atualmente atuando como coordenador de Educação Ambiental, Haroldo completa 11 anos como servidor público municipal com um sentimento claro: orgulho.
Para Haroldo Junior, a união entre a sala de aula e a gestão pública faz todo o sentido.
Com uma trajetória marcada pelocompromisso com o futuro da capital paraense, Haroldo reforça o valor da sua profissão e do serviço público;.
ODia do Servidor Público, comemorado neste 28 de outubro, é uma oportunidade de reconhecer profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento dos serviços oferecidos à população. São trajetórias construídas em diferentes áreas, muitas vezes longe dos holofotes, que promovem o desenvolvimento da cidade.
Para Carmem, a data representa o reconhecimento de umaprofissão que exige responsabilidade, ética e compromisso com o bem coletivo.

Já para seu Carlos, que se aproxima da aposentadoria, o sentimento é degratidão por tudo o que viveu no Bosque Rodrigues Alves. Ao longo de 43 anos, acompanhou transformações, enfrentou desafios e encontrou no contato com as pessoas um dos principais motivos para continuar exercendo sua função.
Para quem chega ao Bosque, a visita pode representar ummomento de lazer, descanso ou contato com a natureza. Para seu Carlos, é também o lugar ondeconstruiu amizades, compartilhou a rotina com a família e dedicou boa parte da própria vida ao serviço público. Já para Carmem, cada profissional capacitado representa mais umaoportunidade de melhorar o atendimentode quem precisa de ajuda em uma situação de emergência. Haroldo tem o compromisso depromover cidadãos mais conscientese que garantam uma Belém mais limpa, bonita e capaz de proteger o meio ambiente.
Três histórias, diferentes caminhos e o mesmo compromisso de servir. Neste Dia do Servidor Público, as trajetórias de seu Carlos, Carmem e Haroldo representam tantos outros profissionais que, comdedicação, responsabilidade e carinhopelo que fazem, ajudam a cuidar da população e deixam suascontribuições na história de Belém.
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