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Emater capacita agricultores de Brasil Novo para cacau mais produtivo no Xingu

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater) em parceria com ONG promove Dia de Campo sobre manejo na cacauicultura

30/04/2026 às 14h15
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Vinte produtores de cacau de Brasil Novo, no Xingu, participam, nesta quinta-feira (30), de um Dia de Campo sobre poda promovido naquele município pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em parceria com a ONG Earthworm (em tradução, 'Fundação das Minhocas').

Segundo os especialistas da Emater, apenas o manejo por si só pode aumentar a produtividade das plantações em até 30% de imediato: algumas das orientações reforçadas são o cronograma de adubação mineral e orgânica e a boa irrigação.

Sob articulação conjunta das equipes do escritório local da Emater em Brasil Novo, escritório local da Emater na vizinha Medicilândia e escritório regional da Emater no pólo Altamira, o treinamento realiza-se no Sítio Boa Esperança, na Vicinal 14 da rodovia Transamazônica, onde a família de Mauri de Souza, de 42 anos, já trabalha com seis mil e 500 pés de cacau, em 75 hectares.

“Eu sempre fiz poda, mas é imprescindível nos atualizarmos em relação às maneiras mais adequadas, trocarmos experiências. Existe muita diferença na produtividade de um cacau corretamente podado. Fora que a poda também ajuda a evitar doenças, como a podridão-parda e a vassoura-de-bruxa. A Emater é um grande apoio neste processo; está sempre presente e os profissionais são muito experientes e confiáveis”, conta Souza.

Para o supervisor regional da Emater em Altamira, o técnico em agropecuária e engenheiro agrônomo Júlio Albuquerque, além de commodity, o cacau é a principal cadeia produtiva da região e posiciona o Pará como atual maior produtor do Brasil: “Não podemos perder de vista que o cacau é um produto de comercialização global, com tabela pela bolsa-de-valores e flutuação drástica de preço. Ano passado, a amêndoa chegou a R$ 72 o quilo; hoje, está a R$ 13. Por essas e outras, é de suma importância que o agricultor familiar da Transamazônica domine as tecnologias e se mantenha à dianteira do processo, com seu devido protagonismo sociocultural e econômico”, aponta.

Texto: Aline Miranda

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