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Dia do Garçom: quem serve faz história

A Prefeitura conta a história de profissionais que atuam com dedicação e afeto no Mercado de São Brás para homenagear todos os que ajudam a tornar ...

11/08/2026 às 08h31
Por: Redação Fonte: Agência Belém
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Crédito: Paula Lourinho
Crédito: Paula Lourinho

Mais do que levar pedidos a mesas, servir com atenção, agilidade e gentileza são a marca dos profissionais que fazem do atendimento um compromisso diário com o serviço da culinária paraense.Nesta terça-feira, 11, Dia do Garçom, profissionais que atuam no mercado de São Brás, um dos pontos mais tradicionais de Belém, acumulam anos de histórias, amizades e amor pelo que fazem.

O Mercado de São Brás apresenta oportunidades de trabalho para centenas de trabalhadores, entre eles os garçons, que encontraram no mercado a chance de iniciar uma profissão, construir uma carreira e garantir o sustento de suas famílias. A rotina exige disposição, paciência e dedicação. Em dias de grande movimentação, o atendimento precisa ser ágil e organizado, sem deixar de lado a atenção ao cliente.

Entre os rostos que personificam essa dedicação está o de José Maria Soares Rodrigues, de 63 anos. O morador do bairro do Marco carrega consigo a experiência de 35 anos, uma trajetória profissional que começou de forma inesperada.

“Na verdade, eu não escolhi, entrei meio que de paraquedas e gostei”, recorda ele, ressaltando que, embora não fosse seu plano inicial, acabou se apaixonando pelo que chama de “a arte de servir”.

Segundo José Maria, ser garçom garante a estabilidade financeira de sua família e a formação de seus dois filhos, que têm curso superior. A expertise na área, diz exige uma entrega que vai além do uniforme.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Hoje, atuando no mercado de São Brás após uma longa jornada por diversos estabelecimentos de Belém, ele destaca que o bom profissional precisa ter domínio total do cardápio e técnicas de harmonização para atender um público cada vez mais exigente e informado.

Crédito: Gabrielly Moura
Crédito: Gabrielly Moura

Ao longo dos anos, muitos clientes se tornam amigos. A convivência diária cria vínculos que fazem parte da identidade do mercado e tornam o ambiente acolhedor tanto para quem trabalha, como para quem visita o espaço.

Os garçons também acompanham as transformações no mercado de São Brás. Reformas, mudanças na estrutura e a chegada de novos empreendimentos fazem parte da trajetória desses profissionais que permanecem contribuindo para manter viva a tradição do local.

Representando a nova geração que mantém viva a energia do mercado, Cleidiene de Oliveira, de 28 anos. moradora de Ananindeua, ingressou na profissão há cerca de dois anos, inicialmente por necessidade financeira, para ajudar a família, mas logo se viu cativada pela profissão. Para ela, atuar em um local de tamanha relevância histórica é um privilégio.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

O dia a dia exige fôlego. Cleidiene descreve a rotina como uma verdadeira “correria”, especialmente quando o mercado está lotado e o cliente espera agilidade e qualidade no serviço.

Crédito: Gabrielly Moura
Crédito: Gabrielly Moura

Além do cansaço físico, ela aponta que o maior desafio é lidar com a diversidade de comportamentos, pedindo sempre mais respeito e profissionalismo no trato com quem serve. Para superar os momentos difíceis, ela aposta na resiliência: “É preciso ser mais paciente… às vezes eu acabo passando para o meu colega de trabalho algumas situações que eu não consigo resolver e ele acaba me ajudando. A gente tem uma equipe boa, uma ótima parceria”.

A profissão exige muito mais que técnica.Saber ouvir, compreender o cliente, manter a simpatia mesmo nos momentos de maior movimento e trabalhar em equipesão características indispensáveis para oferecer um serviço de qualidade.

Neste dia do garçom, a Prefeitura de Belém celebra homens e mulheres que fazem da profissão um exercício diário de dedicação e hospitalidade. São trabalhadores que, entre pedidos, conversas e sorrisos, ajudam a construir a história da gastronomia paraense.

Texto: Gabrielly Moura, estagiária, sob orientação de Roberta de Paula, da Ascom/Sedcon.

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