
O Projeto Linha de Transmissão (PLT), empreendimento estruturante da Mineração Rio do Norte (MRN), entra em uma nova etapa no oeste do Pará. O projeto, que levará energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) até as operações da companhia em Porto Trombetas, no município de Oriximiná, avança também nas iniciativas junto às comunidades nas quais está presente. Após o processo de escuta e diagnóstico participativo em 19 comunidades, começam a se materializar os projetos socioambientais, que integram o Programa de Educação Ambiental (PEA), construídos a partir das prioridades apontadas pelos próprios moradores.
O Programa integra as condicionantes socioambientais da MRN e é executado por empresa especializada. As ações foram definidas de forma participativa, em conjunto com as comunidades e com a Associação das Comunidades da Gleba Trombetas e Gleba Sapucuá (ACOMTAGS), visando atender às demandas e necessidades identificadas pelas partes envolvidas.
O trabalho começou em 2025, quando a MRN promoveu uma série de encontros para apresentar o PLT, esclarecer dúvidas e estabelecer canais de diálogo com as comunidades. Em setembro, tiveram início as oficinas dos Diagnósticos Socioambientais Participativos (DSAPs), realizadas para identificar demandas e potencialidades de cada território e subsidiar a construção das iniciativas. Em março de 2026, a empresa retornou às comunidades para apresentar os diagnósticos e debater os próximos passos.
“Desde o início, buscamos ouvir as pessoas e entender as particularidades de cada localidade. Os Diagnósticos Socioambientais, com a participação direta das comunidades, nos permitiram identificar demandas prioritárias e, agora, entramos em uma etapa crucial, que é transformar essas contribuições em ações e projetos e, posteriormente na sua implementação para que possam gerar benefícios concretos para as comunidades e para o meio ambiente”, afirma Diana Rocha, analista de Relações Comunitárias da MRN.
A proposta é implementar projetos voltados à formação, à mobilização social e ao fortalecimento das capacidades locais, ampliando a participação qualificada das comunidades nas questões socioambientais relacionadas ao PLT. As iniciativas foram planejadas e estão sendo desenvolvidas a partir da sociobiodiversidade de cada localidade, valorizando a participação ativa, o diálogo e a troca entre os saberes tradicionais e técnicos.
Segundo Genilda Cunha, analista e Coordenadora de Condicionantes Socioeconômicas, os projetos desenvolvidos no âmbito das condicionantes socioambientais têm como foco promover o desenvolvimento sustentável das comunidades localizadas na área de influência dos empreendimentos da PLT/MRN. As iniciativas contribuem para a melhoria da qualidade de vida por meio do fortalecimento da organização comunitária, da geração de renda, da valorização dos conhecimentos tradicionais e da cultura local, além do apoio à agricultura familiar, à segurança alimentar, à segurança na navegação e à capacitação técnica, impulsionando o empreendedorismo e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades atendidas.
Segundo Elessandra Corrêa, gerente de Relações Comunitárias da MRN, um dos principais aspectos da etapa de implantação dos projetos é o protagonismo das comunidades na construção das iniciativas. “O diferencial desse processo está na participação ativa dos moradores, que vai além do diagnóstico. As comunidades contribuem diretamente para a construção das soluções, a partir de suas realidades, necessidades e prioridades. Esse diálogo fortalece a relação de confiança e contribui para que os investimentos socioambientais sejam mais aderentes e gerem resultados efetivos em cada território”.
Visitas aproximam comunidades do projeto
O diálogo mantido ao longo da implantação do PLT deu origem, por exemplo, ao Programa de Visitas, criado a partir do interesse dos moradores em conhecer mais de perto o empreendimento e as atividades desenvolvidas pela MRN. A iniciativa permite que estudantes, lideranças e moradores visitem as operações da empresa, compreendam as etapas de implantação da linha de transmissão e acompanhem ações ambientais e sociais realizadas na região. Em agosto, alunos da Escola Estadual Rural de Oriximiná, localizada no polo da comunidade Axipicá, participaram da primeira visita deste terceiro trimestre de 2026. O grupo conheceu áreas da operação e teve contato com iniciativas relacionadas à recuperação ambiental.
Para o diretor da escola, Mauro da Silva Coutinho, a experiência contribui para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre essa atividade produtiva que está presente na rotina. “É de grande valia para os alunos entenderem como é o processo de mineração da bauxita e todo o mecanismo que é utilizado na recuperação do meio ambiente”, afirma. Ticiane Gemaque, moradora da comunidade Tapixauá, também participou da visita e aprovou a oportunidade de conhecer de perto as atividades desenvolvidas pela empresa. “Foi uma experiência muito boa, porque a gente passa a conhecer melhor como tudo funciona e entender mais sobre o que estamos vendo e aprendendo”, conta.
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Energia mais limpa
A linha de transmissão de 93 quilômetros no Oeste do Pará é uma iniciativa estratégica da MRN para ampliar sua eficiência energética. O empreendimento prevê a conexão da unidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN), por meio de linha de 230 kV que ligará a subestação de Oriximiná à futura subestação Saracá, em Porto Trombetas. Com a conexão ao SIN, a expectativa é reduzir em cerca de 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração própria de energia. A obra movimenta a economia por meio da contratação de trabalhadores, fornecedores e serviços na região. Um ano após o início de sua implantação, o PLT gerou 847 empregos, sendo, 460 vagas ocupadas por trabalhadores de Oriximiná, município onde está localizada a operação da MRN.
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