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Parceria entre Fapespa e Unifesspa mapeia pela primeira vez renda e hábitos de consumo das famílias em Marabá

Com metodologia inspirada no IBGE, a inédita Pesquisa de Orçamento Familiar (POF-Marabá) alcança a marca de mil domicílios visitados e vai subsidia...

02/07/2026 às 16h15
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Divulgação
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Pesquisadores do LAINC/Unifesspa realizam entrevistas presenciais em domicílios de Marabá; meta é visitar pouco mais de 200 residências por mês

Uma pesquisa inédita desenvolvida pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), com apoio da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), está levantando informações detalhadas sobre renda, consumo e condições de vida das famílias de Marabá, no Sudeste paraense. A Pesquisa de Orçamento Familiar de Marabá (POF-Marabá) busca compreender como os moradores do município organizam seus gastos e quais são seus padrões de consumo, gerando dados que poderão subsidiar políticas públicas e estudos econômicos e sociais.

Coordenada pelo Laboratório de Inflação e Custo de Vida de Marabá (LAINC/Unifesspa), a pesquisa reproduz, em escala municipal, a metodologia da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada nacionalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), adaptando-a às características econômicas e sociais da realidade local.

Na tarde desta quarta-feira (1°), a equipe responsável pelo projeto apresentou dados e informações sobre do levantamento da pesquisa em campo, durante programação que está sendo realizada no miniauditório do Instituto de Estudos em Desenvolvimento Agrário e Regional (Iedar), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

Considerada uma das principais pesquisas domiciliares do País, a POF do IBGE fornece informações estratégicas sobre distribuição de renda, hábitos de consumo e custo de vida da população brasileira. Em Marabá, a iniciativa pretende construir uma base inédita de dados, capaz de revelar especificidades da dinâmica econômica do município e da região de influência.

De acordo com a coordenação do estudo, a pesquisa permitirá compreender aspectos relacionados ao crescimento urbano, mercado de trabalho, estrutura de renda e padrões de consumo da população marabaense. Os dados produzidos também poderão contribuir para análises sobre desigualdade social, inflação, segurança alimentar e planejamento econômico.

A diretora de Estatística e de Tecnologia e Gestão de Informação (DETGI) da Fapespa, Atyliana Dias, destacou a importância do levantamento para compreender como diferentes faixas de renda influenciam o consumo e a qualidade de vida local

“A pesquisa reúne informações sobre diversos aspectos da vida das famílias, incluindo composição familiar, características dos domicílios, fontes de renda, despesas com alimentação, transporte, educação, saúde, habitação e aquisição de bens duráveis. O levantamento também permitirá analisar como diferentes faixas de renda influenciam as decisões de consumo das famílias”, detalha Atyliana Dias, Diretora de Estatística e de Tecnologia e Gestão da Informação (DETGI) da Fapespa, presente ao evento.

A Pesquisa de Orçamento Familiar de Marabá representa um avanço importante para a produção de informações estatísticas em nível municipal. A iniciativa, desenvolvida pela Unifesspa com apoio da Fapespa, permitirá conhecer com maior profundidade como as famílias urbanas e rurais organizam sua renda, seus gastos e seus hábitos de consumo.

Esses dados são fundamentais para subsidiar políticas públicas mais eficientes, apoiar estudos sobre custo de vida, segurança alimentar, desigualdade social e contribuir para o planejamento do desenvolvimento local. Além disso, a pesquisa fortalece a capacidade regional de produção de conhecimento e amplia a disponibilidade de indicadores econômicos e sociais estratégicos para Marabá e para o Pará.

Coleta de dados -A coleta de informações é realizada por meio de entrevistas presenciais em domicílios localizados nas áreas urbana e rural de Marabá. As residências participantes são selecionadas por amostragem e recebem a visita de pesquisadores capacitados para aplicar questionários detalhados.

Em razão da amplitude das informações coletadas, cada entrevista pode durar, em média, até três horas, podendo ser dividida em mais de um encontro, conforme a disponibilidade dos participantes.

A coordenação do LAINC e a equipe de campo realizam acompanhamento contínuo das atividades, monitorando visitas, entrevistas concluídas, qualidade dos registros e consistência dos dados coletados. O processo inclui supervisão permanente, treinamento das equipes e aperfeiçoamento metodológico, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações produzidas.

Coleta de dados domiciliar adota metodologia inspirada no IBGE para garantir alta qualidade estatística sobre o custo de vida no município

Políticas públicas- Entre os principais diferenciais da POF-Marabá estão a produção de informações locais de alta qualidade, a utilização de metodologia inspirada na pesquisa nacional do IBGE e a realização de coleta domiciliar presencial.

Os resultados poderão subsidiar estudos sobre consumo das famílias, desigualdade de renda, inflação e custo de vida, além de contribuir para o planejamento de políticas públicas municipais, a produção científica e a construção de indicadores econômicos locais. Além de ampliar o conhecimento sobre a realidade socioeconômica de Marabá, a pesquisa fortalece a capacidade institucional de produção de informações econômicas e sociais na região amazônica.

“Com este estudo vamos analisar o perfil de consumo da população marabaense, tanto a população marabaense urbana, quanto a população marabaense rural. A nossa meta também é ter esse perfil de consumo da população rural. E, ao final, a gente pretende mostrar para a sociedade onde é que está concentrado esse consumo, como é que é o perfil alimentar da população de Marabá. Também fazemos uma coleta sobre identificação do patrimônio, sobre vestuário. “, detalha o professor responsável pela POF, Diego Rocha Guedes, doutor em economia e professor aqui da Unifesspa.

O coordenador da pesquisa, doutor em economia e professor da Unifesspa, Diego Rocha Guedes, explicou as metas de campo: a expectativa é atingir todas as unidades habitacionais planejadas até o fim do ano

O professor explica que a meta é visitar pouco mais de 200 domicílios por mês. “Até hoje que finalizados seis meses de pesquisa, temos por volta de mil domicílios visitados aqui em Marabá. A perspectiva é que a gente é o final do ano, quando teremos 12 meses de coleta, alcançaremos todas as unidades habitacionais planejadas “, comenta.

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