
Cenas recentes de banho coletivo no Canal do Tucunduba, na Terra Firme, motivaram uma ação da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma). OCentro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde(CIEVS/Sesma) identificou que moradores começaram a usar o local para aliviar o calor, apesar dacontaminação da água por esgoto doméstico e outros resíduos. A situação acendeu um alerta para orisco de doenças de transmissão hídricae levou equipes da Vigilância em Saúde até a comunidade para orientar a população.

Segundo a coordenadora técnica do Programa Municipal de Controle da Esquistossomose, Joelma Barbosa, a exposição à água contaminada pode provocar doenças comoleptospirose, hepatite A, doenças diarreicas e esquistossomose, conhecida popularmente como barriga d’água.

A coordenadora também destacou que nenhuma pessoa que entrou, recentemente, na água do canal apresentará sintomas de forma imediata. Dependendo da doença, operíodo de incubação pode variarentrealguns dias e até cerca de dois meses. Por isso, o monitoramento continuará sendo realizado pelas equipes de vigilância e assistência em saúde.
Como parte dessa vigilância, somente no mês de julho foram realizados308 exames, com quatroresultados positivos para esquistossomose. A Sesma ressalta, porém, que esses casos não estão necessariamente relacionados aos banhos recentes no canal, já que a doença possui um período de incubação prolongado eexige acompanhamento contínuo.

Morador da região, o ferreiro Paulo Durans afirmou que aprática é comumentreadultos e crianças, mas acredita que a população ainda desconhece os riscos.

O pastor Erick Brito, líder comunitário, também reforçou anecessidade de conscientizaçãopara evitar riscos à saúde.

De acordo com a nota técnica emitida pela CIEVS/Sesma, o Canal do Tucunduba oferece risco para doenças como leptospirose, hepatite A, doenças diarreicas, infecções de pele, infecções oculares e esquistossomose. O documentorecomenda que a população evite qualquer contato com águas visivelmente poluídase procure uma Unidade Básica de Saúde caso apresente sintomas comofebre, vômito, diarreia, icterícia ou dores muscularesapós a exposição.
A Sesma informou que continuará realizando ações educativas emonitorando a situação epidemiológica da áreapara reduzir o risco de novos casos e conscientizar a população sobre os perigos do contato com águas contaminadas.
Texto:Jonas Vila, estagiário sob supervisão da Ascom Sesma
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